Mina Beyan, do SESDev na Libéria, destacou o avanço do monitoramento comunitário como ferramenta de defesa territorial. “As comunidades estão produzindo dados que antes não existiam para o Estado”, disse.
Mesmo com origens e experiências tão diversas, ficou evidente que os territórios enfrentam desafios comuns e que as comunidades propõem soluções semelhantes e complementares. Além de trabalhar para gerar transformações sistêmicas, há uma grande oportunidade de continuar criando espaços de diálogo e intercâmbio que alimentem as agendas locais e globais.
Economia, território e futuro coletivo
Ao longo dos debates, consolidou-se uma visão comum entre os participantes: não há economia comunitária sem território, nem conservação sem justiça social.
As discussões apontaram para desafios estruturais como acesso a financiamento, barreiras legais, inter ediação de mercados e impactos da exploração predatória. Ao mesmo tempo, apresentaram soluções já em curso, como cooperativas, redes internacionais, certificações comunitárias, monitoramento territorial e modelos próprios de governança econômica.
O conjunto das contribuições reforçou que os modos de vida coletivos não são alternativas marginais, mas sistemas já existentes que sustentam biodiversidade, culturas e economias em múltiplas regiões do mundo.
Os resultados acumulados das discussões, dos painéis e dos grupos de trabalho foram consolidados como base para a construção da Declaração de Brasília, documento que reúne um chamado à ação e recomendações voltadas à transformação dos modelos atuais de desenvolvimento, conservação e financiamento.
Acesse aqui a Declaração.