Na COP30, que terminou recentemente, o papel central das florestas tropicais e das comunidades Indígenas, Afrodescendentes e locais que as protegem esteve firmemente em destaque. Apesar dos desafios contínuos, a cúpula climática proporcionou ganhos tangíveis e mensuráveis para as comunidades e os guardiões locais das florestas, desde reconhecimentos históricos de terras até novas iniciativas de financiamento e colaborações internacionais.
Pela primeira vez em mais de 30 anos de discussões globais sobre a agenda climática, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e o Caribe (UNFCCC) fez referência aos Povos Afrodescendentes nos principais documentos de negociação divulgados na conclusão da reunião, incluindo textos sobre Transição Justa, Ação de Gênero e a Meta Global de Adaptação.
Durante a COP30 em Belém, os governos do Brasil e da Colômbia, juntamente com a Iniciativa pelos Direitos e Recursos (RRI), anunciaram oficialmente o Plano de Aceleração de Soluções para Povos Afrodescendentes (PAS Afrodescendente) 2026–2030, a primeira iniciativa regional dedicada a acelerar as respostas às lacunas históricas de reconhecimento territorial, governança ambiental e financiamento para os Povos Afrodescendentes na América Latina e no Caribe.